Um panorama sobre o mercado químico brasileiro nos últimos anos

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O momento atual é um dos mais positivos para o mercado químico brasileiro que nos últimos anos apresentou alguma estagnação. O início do processo de recuperação do país da crise econômica em que esteve mergulhado nos últimos anos, se reflete no setor químico, aumentando as expectativas em termos de crescimento e manutenção dos ganhos. Confira, a seguir, um panorama a respeito do mercado químico nos últimos anos e as estimativas futuras.

Mercado químico brasileiro – Uma oportunidade para investimentos

Nos últimos anos, a produção química se manteve estagnada em algum grau, contudo, o que poderia parecer negativo é, na verdade, uma grande oportunidade. Economistas apontam que esse setor é um dos que oferecem prognósticos mais favoráveis para os anos seguintes. No ano de 2012, o setor teve o seu pico de investimentos, US$ 4,8 bilhões, com recursos sendo alocados numa série de diferentes projetos.

A ampliação da principal petroquímica brasileira teve uma grande participação nesse volume de investimentos do setor, de maneira a ser compreensível a queda dos valores nos anos seguintes. A ordem dos investimentos nos anos subsequentes foi de US$ 2,1 bilhões; US$ 1,7 bilhão; US$ 700 milhões e US$ 500 milhões. Contudo, mesmo com esse cenário anterior, o setor químico brasileiro se mantém com uma excelente oportunidade de investimento por ser considerado de base.

O setor químico nacional representa em torno de 10,8% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil. Todos os países que se desenvolveram e atingiram status econômico estável apresentam o setor químico bem desenvolvido. Sendo assim, é natural o movimento de investimentos para desenvolver mais o parque industrial brasileiro.

Consumo doméstico de produtos químicos: certezas para o futuro

A estimativa para o consumo doméstico de produtos químicos no Brasil é da ordem de US$ 260 bilhões para o ano de 2020. No ano de 2008, quando essa estimativa foi projetada, o consumo doméstico alcançou US$ 145 bilhões. Seguindo o que está especificado nessas estimativas, haverá, ainda, um crescimento adicional de cerca de US$ 115 bilhões.

O ano de 2008, foi tomado como base tendo os seguintes números: US$ 122 bilhões de produção local; US$ 35 bilhões de importações e US$ 12 bilhões de exportações. Observando esses números podemos constatar a tendência do surgimento de oportunidades de investimentos, uma vez que o consumo doméstico tende a crescer significativamente, assim como as exportações.

Em 2017, o faturamento líquido chegou a US$ 119,6 bilhões, segundo estimativa da Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim e associações específicas dos segmentos ligados ao setor. O faturamento foi 9,5% superior ao registrado em 2016. Para os próximos anos, a previsão de investimento no setor é de US$ 3,3 bilhões de 2018 a 2022.

Desafios do setor

O crescimento do mercado químico brasileiro está centrado na resolução de questões que têm se mostrado como desafios nos últimos anos. O primeiro deles diz respeito ao fato de a indústria brasileira estar muito focada no uso de derivados do petróleo. A reação necessária já vem sendo tomada, uma vez que boa parte das empresas tem encontrado soluções práticas e renováveis para mudar de base.

Outro ponto que se mostra desafiador para o crescimento e desenvolvimento do setor nos próximos anos, é o de regular as atividades em relação às demandas da sustentabilidade. Também existe um forte movimento no sentido de resolver essa questão de maneira satisfatória. Nos últimos anos, as empresas perceberam que existe a possibilidade de agregar valor à produção industrial estando de acordo com as demandas do meio ambiente.

Projeções para investimentos no mercado químico brasileiro para os próximos anos

As cinco bases que apontam a recuperação da vitalidade para o setor químico até 2020 são: Crescimento econômico em geral; Recuperação do déficit do setor; Foco no desenvolvimento de indústria química com base renovável; Expansão de operações do pré-sal e crescimento de linhas de pesquisa e inovação para tornar mais efetivas as práticas do setor. O trabalho nesses diferentes blocos ajudará a fortalecer o segmento nos próximos anos.

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